25/10/2010

Além

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Mesmo estabelecida em certo lugar, com todas as coisas externamente e aparentemente estáveis, ela sabia que nada alí iria se fixar por muito tempo. Transitória, viciada em inovar, fome de mudança, e não contentada com a rotina circundante, ela vislumbrava além. Algo nela, algum tipo de sexto sentindo certeiro, sempre presente, indicava que algo muito maior que qualquer mudança já antes ocorrida, iria acontecer. E de fato, assim se deu. Entre suas vivacidades, seu livrinho cor-de-rosa, aonde anotava todas suas ideias, pensamentos, conclusões, conversas com pessoas que lhe entendiam, ela ficava a pensar, porque tudo aquilo parecia tão estranho, se olhando por entre olhos daquela garota. Os demais, jamais viam as coisas com tamanha profundidade, como a mesma, e ela ficava ali, sem entender, se debatendo por dentro, à procura de explicação, se tal feito poderia ser considerado proeza ou loucura. Independente do que houver por dentro, ela mergulhava de cabeça. Aos poucos, o tempo foi passando, e seus precentimentos, indo ao encontro daquilo tão previsto pela mesma, exatamente, com os medos, e incompreensões, ironias do destino, sem um pretexto e sem nenhum pré-indicação, bússula auxiliadora, tão cobiçada pela mesma. Sem esperanças, ela tinha que se render, obtáculos foram colocados a prova, vislumbrando um destino frívolo e supérfluo. Sem saída, o jeito seria arriscar em um território incerto, fazer as malas, e partir em qualquer primeiro trem, de uma estação mais próxima, e se refazer aos poucos. Às vezes, na vida, o pensamento fala mais alto, e tal determinação e força de vontade não deixavam de habta-la. Auto-confiança presente, santinho na mão, e uma fé imensa, era o essencial. E assim resolveu seguir a vida. O que tiver que ser, será.

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