27/11/2010

Purpúra ressurgida



Lembrava que quando menininha, olhava tais filmes de romance, e sempre quis passar por situações como aquela, onde o diabrete homem conquistava a doce menina, mas não se comportava do jeito que a mesma merecia. E com o tempo, ela foi mudando ele, transformando tal dolosidade em puro esmero. Cresceu, vendo nos filmes, esses tipos de casais. Depois, ele amadurecia, e lhe dava tudo o que ela merecia, muito amor, carinho e uma infinidades de zelo, antes tão desconhecido pelo tal. O tempo foi passando, e o lugar dos seus sonhos de infância, ocupando lugar na dura realidade. Posta em um cotidiano difícil, longe de tudo o que costumava circundar, mas independente disso, teve que se refazer. O que de início denominou como sendo desventura, mais tarde só iria incrementar como aprendizado. E assim, aceitou a situação. Complacente, já que em seu princípio nem parecia tão desafiador assim, visto pelos olhos de uma garota ainda não desenvoltada pela situação fantasiosa tão idealizada por si. Ostentava por um desses amores mimosos, e assim, se distanciava, da realidade vivida pela mesma. Em um virar de páginas, ela mudou, levantou a cabeça e foi se refazendo aos poucos, deixando de lado, todo aquele cinismo rotinal que a costumava perseguir, a inabilidade proveniente dele, e todas as situações embaraçosas que antes costumava passar. Possibilidades se ampliaram, novos caminhos se abriram, conheceu outras pessoas, embarcou em novas emoções. Tudo passou a caminhar pra frente, e tal passado infortunado foi sendo abandonado. Novos sonhos foram se camuflando, conquistando uma força inabalável que nenhum bem pecou em faltar. A nova estrela, antes reduzida a faísca, resolveu voltar a brilhar, dessa vez com mais purpura. Ofuscando qualquer mero brilho que insiste em querer tomar seu lugar. Se tornou uma mulher autêntica, que consegue adequar sua vida, com ou sem um cara ao seu lado. Consegue ouvir o que os outros tem a dizer ao seu respeito, mantendo sua integridade, e caminha com um sorriso no rosto. Se for preciso, diz o que pensa, o que sente. Se necessário, chora; mas chora por uma noite, quem sabe duas, e não o ano inteiro. Aprendeu a se reerguer, independente do que vier no seu caminho. Tem sua vida própria, e não deixa de lado as coisas que tem pra fazer, pra se adequar a rotina de alguém; mantendo assim, intacto tudo aquilo que realmente considera importante pra si. E assim, conseguiu lhe fazer voltar. Mas não do jeito que ele era antes, ela fez com que ele aprendesse a gostar de todo aquele encanto, se adequando as diferenças, e dando nome e cor a um livro, antes interminado e sem brilho.

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