13/12/2010

Pra onde vai.



E você, vai abrir os olhos, e perceber essa grandeza que é o mundo. Dotada de pessoas, com muitas diferenças, que na maioria das vezes, tem amor no coração, mas que nem sempre sabem dá-lo da maneira certa. E vai perceber, que as coisas mudam, que nada é pra sempre. Que aquele cara que parecia ser da pior espécie, vai virar um cavalheiro nato. E aquele homem todo bem educado e sucedido desde os priomórdios, pode não corresponder todas as suas espectativas, e depois mostrar o quanto ruim pode ser. Mulheres; Umas subordinadas, outras independentes, umas procurando fazer de tudo pra agradar os que tão ao seu redor, e muitas vezes, esquecendo que pessoas de alma, que se devem guardar com zelo, são poucas, já que nem todos são merecidos de tanto carinho. Outras, preferem não arriscar, e passam a vida, sem nem ao menos imaginar como seria com um homem ao seu lado. Tem medo de tentar, e se decepcionar. Amor-próprio, tão grande, quase que não cede espaço pro amor ao próximo, que seria idealizado como equivalente. E assim vai vivendo. Aprendendo que nem todos que gostamos, vão nos corresponder com o mesmo afeto que lhe damos. Que alguns, vão sair da sua vida porque são obrigados, outros, por mera escolha. Que vai fazer novos amigos, vai se reiventar, ter novas aulas, aprender outras línguas, brincadeiras, crenças. Vai aprender a viver sem aquilo, que antes considerava a sua vida. Porque é isso que se faz direto na vida: Aprender a viver sem. Porque a maioria das coisas boas, ela tira de você, muita depressa. Mesmo que esteja no apogeu do sentimento. Você vai começar a ser mais cuidadoso com as pessoas que estão ao seu lado. As vezes, pode se sentir só, mesmo rodeado de pessoas. Pode fazer alguns inimigos, ao defender as coisas que realmente ama. Vai ter momentos ruins, dilacerantes, no decorrer da madrugada, e ter que se contentar com um breve sorriso nos lábios ao amanhecer. Colocar um band-aid pra sarar e tudo bem. Ou, o que podemos fazer? Pode passar por vários dias ruins, receber péssimas notícias, se apegar aos amigos, e neles, procurar forças pra continuar. Se levantar, reerguer, aceitar. Nem tudo depende só da gente. E num anoitecer, vemos aquelas coisas, que antes eram tão importantes, sendo levadas pelo vento, como púpuras celestes, que nos iluminarão pra sempre, mas que não podemos estar perto, tocá-las, sentí-las. Um dia cá, outro dia aculá, um dia de salto, outro de chinelo, um dia em forma, com coragem, outro dia deitado na rede vendo a chuva passar, e aquele sono gostoso de final da tarde, chegar. Relaxa barquinho. Uma voz susurra lá no fundo do peito, quando a dor já não aguenta mais, e tem vontade de sair pela boca, extirpando todo aquele mal persistente. Tudo questão de tempo. Que sabe que de vez enquando, nossa vida pode se perder, pode virar nada, sem sentindo, sem direção, não saber pra onde vai, sem metas nem objetivos. Um barquinho flutuando em meio do nada, apenas a procura de algum primeiro lugar qualquer pra se estabelecer. Onde ali, se firmarão seus novos objetivos. Mas enquanto, persiste no meio do nada, por dentre o balaçar das ondas, enjôos insistentes e todas essas aguntias existenciais. Fazer o que, que deixa o barquinho ir, que também vai aprender mais tarde, que isso também é caminho.

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