06/12/2010

O que você ainda não sabe sobre mim.



E me vens, e me enches de coisas boas, beijinhos, abracinhos e um mimo que só você sabe fazer, bolinhos em plena chuva, deitados nas espreguiçadeiras da piscina. Esperava sentada, com olhos tapados e você me vinha com um buquê de rosas vermelhas, e aquela típico sorriso que me conquistava até o último segundo. Correr de bicicleta por dentre essa flores de primavera misturadas com um calor típico de verão, e me vinhas assim, com todo esse encanto. Chegavas de mancinho, e acabava por entupir todas as veias do meu coração, de amor, proveniente da inalação de um ar dotado desse sentimento, que não falhava por falta. Aliás, que falhava, isso até posso confessar, que as vezes acontecia, como todo sentimento, que as vezes insiste em querer tomar um tempo pra si, e depois acaba por voltar, com maior intensidade talvez. Falhava só no intervalo onde teus olhos deixavam de se pôr em cima dos meus, e passavam a obsevar o nada, ofegando em pensamentos lonjiquos e não compartilhados plenamente, por falta até de uma conclusão. Entendo. Já te conheço bem ao ponto de saber que isso é típico, e ao ponto de nem me preocupar mais com essas pequenas falhas de fabricação, se é que assim posso denominar. O que você não sabe, é que entre esses seus intervalos, de um mimo aqui, um pensamento aculá, e todas esses seus gestos, eu fico aqui, só te observando, te lendo, tentando te compreender, registradora oficial. Sei de tudo, e se não sei, tenho meus métodos de saber. Não sou mulher de ficar quieta, até me considero, impulsiva aos extremos. Ajo duas vezes antes de pensar, e quase nunca me resguardo com uma idéia. Se tiver algo pra falar, falo na cara e na coragem. Não fico bem comigo mesma quando não há algo totalmente esclarecido. E uma pista aqui, outra aculá, um errinho aqui e já é suficiente pra me encher de perguntas questionadoras, e respostas na busca incessante por extirpação. Não me contento com meios termos, relacionamentos mornos, café sem açucar, conversa mole e amizades um pouco agora e um pouco daqui a 5 meses. Pra mim, essas coisas vão se construindo a cada dia, logico que não é de uma hora pra outra, mas se cessou a construção, é hora de avaliar o que tá acontecendo. Avaliação minuciosa, por sinal. Inspecionar cada mera informação, e avaliá-la cautelosamente, a procura de algum sinal de equívoco. Por onde aquela carinha pensativa, e interrogadora de questões racionais sempre insiste em aparecer, se debatendo por dentro, distribuindo cartões verdes, amarelos e vermelhos, dependendo de suas ações; do modo como age perante as pessoas, ou qualquer descuido seu, que serão arquivados na mente e se fixarão, como resposta imediata, caso queira diminuir sua penalização com desculpas ofensivas, que se igualem ao mesmo patamar de minhas acusações esclarecedoras. Mas apesar de todos esses errinhos de fabricação, que tanto insistem em molestar, meu sentimento é ainda maior, capazes de ofuscar qualquer uma dessas minhas paranóias e neuras dotadas de imprevisibilidade e inovações.

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