28/01/2011

Revigoração



Esse vai e vem do vento, um dia cair, no outro levantar, se reeguer, conseguir fazer isso mesmo que seu mundo inteiro tenha sido destruído, se dilacerar por dentre noites mal dormidas e todas essas situações desvirtuosas que andam me perseguindo. Sabe-se lá, se esse mal trás algum bem. Provavel que sim, mas enquanto não o descubro, fico com esse gostinho amargo na boca de solidão, de afastamente de uma realidade até adorada por mim. Volta vai, trás aquele vento sortudo que um dia eu tive, subir num salto 7 e aprender a andar assim, com ele mesmo e com todos os beneficios que ele trás, de olhar o mundo em um novo ângulo, mais positivo talvez, mas benéfico do que o que me encontro agora. Nem queria relembrar, como foi a minha noite anterior, aperto no coração, sentimento de solidão, abandono, deixa. Não sei se sou eu, ou a cidade na qual estou agora, mas as coisas só parecem ter ficado na maior desordem possível. E logo vem aquele momento, em que nem o choro pode ser contido. Que você se olha no espelho, e vê aquela lágrima caindo, e é você mesmo que a limpa, nem sabe ao menos quem está contigo nessa tua situação desgovernada, insana. Me vejo tomando um rumo contrário, enquanto todos continuam indo em linha reta, eu me perco por dentre curvas obscuras, infortunadas. Tentativa de se conectar a alguém, de qualquer forma possível, nem que seja um ombro pra me apoiar, quando essa caminhada, que não é mais de salto 7, mas em um chinelo, já me cansa, porque a estrada tá mais longa que o normal, e mais difícil também. Como uma foragida, que nem sabe mais pra onde está indo, que rumo tomar, nem mesmo querendo fugir, mas tem essa como sua única opção, sem escolhas. Mas quer saber, acabei de receber uma notícia que me fez mudar de ideia. Tem males que vem para o bem mesmo, e mesmo que eu não saiba como reeguer esse meu mundo, recém caído, eu vou fazer de tudo, mesmo que mais tarde se formem cicatrizes que lavarei pro resto da vida, as mesmas só vão significar que consegui sobreviver a toda essa confusão, consegui saciar enfim, a paz que tanto busco encontrar. Deixar de lamentar por essas feridas, e conseguir aprender com elas. Aliás, costurar qualquer sinal de alegria nesse meu peito, impregnar uma fé tão necessitada, fazer bom uso desse meu caminho que agora tenho que seguir, e seguir nesse ritmo que alcançarei, firme e forte. E mesmo não sabendo ainda pra onde irei, sei que vou até o fim. Isso que importa.

4 comentários:

  1. Belo post!

    Belo blog!

    Gostei muito daqui! Parabéns, voltarei mais vezes...

    Convidaria vc a conhecer meu trabalho (poesia, música, teatro)

    Ficaria feliz demais!
    http://mailsonfurtado.com

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  2. Lindo post, como de costume.
    Ameei!

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  3. Ir até o fim, acho que é ir pra frente, guria. E deixar que o que tiver que ir, se vá sozinho, sem parte de nós. Por isso o caminho é para a rota de continuar seguindo, sem dar para trás, ou retornar. E felicidade, que no final do caminho e ao romper a faixa, seja o que tu encontres.
    Beijoca!

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  4. Força e atitude, acho isso lindo! Belo post menina!
    bjsss

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