27/02/2011

Incógnitas



São tantos caminhos e descaminhos que a vida nos apresenta, emoções, surpresas, carregadas de uma infinidade de sentimento, que podem crecer, decrescer, aumentar um pouco aqui, outro ali, mudar as coisas de ordem, ou mesmo virar de cabeça pra baixo. Ninguém sabe se a necessidade é apenas a de virar uma página, ou começar um novo livro. Guardar em um vidrinho emoções que marcaram, lembranças que permanecerão, e aqui fora, começar uma nova história. Porque a vida te empurra pra uma coisa, mas cabe a você decidir se isso lhe é ou não conveniente, se deixa que o sentimento penetre, ou prefere se guardar na comunhão perfeita que ainda cabe em ti, porque ao deixar entrar sentimentos e pessoas na sua vida, ela pode te tirar de todo o equilíbrio até ontem existente, e até te roubar alguma lágrima. Quem te garante que você vai ser sempre forte? Continuar com a pose de mulher valente, perceptivelmente racional e de coração trancafiado as sete chaves? Vai ter dias, que a vida vai começar a te tirar algumas pessoas, depois sentimentos, e mais tarde emoções. E você vai ter que aceitar, seja com bengalas, moletas, ou o que tiver, na complacência de um desejo calado. Ela começa a te apresentar um extravio, que mais tarde, pode até se tornar o teu caminho de verdade. Porque detrás de uma situação mal aceita, você até aprende a viver assim, com moletas e ser feliz. Começa a ver que se não fosse por aquela queda você não estaria onde está hoje, assim, mergulhada na felicidade que tanto vislumbrava encontrar no final do túnel, aproveitando as pequenas abobrinhas que a vida te entrega e fazendo bom proveito disso tudo. Começa a valorizar coisas que antes nem chegava a notar. Talvez, ela não queira apenas que você vire a página e mostre a sua superação, mas sim, que você comece um novo livro, novas histórias, aprendizagens. É nesses retrocessos, descaminhos que a vida nos apresenta, que a gente vai começando a tomar o rumo certo. Fico aqui, a pensar sobre as sutilezas e asperezas subentendidas, na minha límpida loucura perdurante, no meu mundinho. Fecho as janelas, que agora o sono já me bate, e talvez, esteja começando a deduzir as incógnitas que ainda estão sendo apresentadas, notificando e extraindo as coisas boas disso tudo, dos novos ares que respiro, do novo sol que aos poucos, começa a resplandecer e revigorar todo o sentimento, até então, perdido aqui dentro.

2 comentários:

  1. Tá aí:
    "Ninguém sabe se a necessidade é apenas a de virar uma página, ou começar um novo livro."
    Realmente difícil definir o foco quando o momento é de de mudança, já que sabemos, mudanças são constantes...bom que chegaste a uma reflexão no final! De um passo de renovação! Bjs menina, estava com saudades de vir aqui! :)

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  2. está muito bom, tu ta escrevendo cada vez melhor linda, fora que esse texto lembrou minha vida hehe

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