21/02/2011

Na medida certa



Sempre tive dificuldades de me manter mediana, de somar as coisas, diminuir, tirar a média disso tudo, e ainda assim, continuar na normalidade. Comigo, ou sou exagerada ou pouco demais, ou tudo ou nada, ou faço com bastante determinação, ou não dou o menor valor. Enfim, ou eu quero, ou não quero, e os resultados também são bem consequentes em relação a isso. Dificuldade em âmbitos gerais. Prezo por um temperamento na medida certa. O problema, é que quando esse me vem, logo depois, vem o excesso, a calmaria, a normalidade de novo, e começa todo o ciclo. Embora esse último seja coisa passageira. Posso ser muito durona, ou posso ser muito sensível. Como uma casca, que tira todo esse meu lado sério, e por dentro, só me resta sensibilidade e melancolia, além de musculaturia frágil, quase imperceptível, por detrás da casca que carrego visívelmente. Sou quase que totalmente feita por otimismo, mas não consigo ver lado bom nisso. Quando eu me importo com algo, me importo pra valer, faço tudo pra dá certo, pra ver resultados positivos. Quando vejo que não há reciprocidade, me cansa, desgasta. Como se aquela casca e manha de durona fosse, lentamente, indo embora, sendo afetada por algum sol certeiro que afeta logo minha parte mais sensível. O fato de não usar protetor, não me proteger dessa insolação toda, é que trás todos os prejuízos. Talvez, o problema seja eu querer ir fundo demais, afobada, mal raciocino antes. O mal de agir duas vezes antes de pensar, que me persegue até o fim. Meu único jeito, é me refazer aos poucos, me renovar, me dar mais valor, me encher de amor-próprio, aquele eu te amo colado no espelho, que eu nem observo mais. Pra onde foi mesmo? Tenho sentido sua falta. Sinto falta também, daquela menina cheia de força, pele perfeita e emoções de verão que não pecavam em me abandonar. Nem sei pra onde foi o encanto todo. Talvez o sol, tenha sugado isso de mim, esse meu esbanjo que a tanto tempo não encontro. Necessito reconquistar tudo o que é meu, dá jeito nas coisas, plantar nova semente, colher tudo com o maior carinho, tentar buscar o equilíbrio das coisas. Acho que mais do que todos, a gente tem que prezar está bem com a gente mesmo. Nos aceitar do jeito que somos, mas no que puder, sempre melhorar. Não guardas mágoas que nos fazem tão mal, limpar a sujeira que ainda resta, se proteger do sol que sempre arrisca aparecer. Eu, menina na escuridão, que tanto pedia a luz lá fora, me decepcionei ao ver que isso nem sempre é solução. O fato de está claro ou não, não me tirou as consequências. Acho que mais importante que a luz de fora, o destino, a sina, é a gente procurar luz em nós mesmo, o caminho pra nos sentir melhor, se gostar mais. Porque eu descobri, que além de mim, o destino também e excessivo demais comigo, e insiste em me pregar coisas que nem sempre são condizentes com aquilo que eu gostaria. Muda aí fora, mas por dentro nada muda. Isso, não é o sol ou escuridão que vai requisitar o tipo de vida que preferimos ter, isso, resta a nós mesmo. Nos permitir ficar feliz, e sermos, apesar de todos os males que ousarem aparecer.

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