09/04/2011

As sem razões para o amor



Nesses nossos desencontros, achar e perder, perder pra ganhar, ganhar pra perder, roda gigante que não cessa, um dia em cima, outro embaixo, um dia feliz, outro cabisbaixo. No nosso dilema que não peca em abandonar minha mente nem se quer quando a concentração clama por novos pensamentos, novas vontades, a não ser você, você e você. A gente as vezes se dá conta do que estava na nossa frente, tarde demais, talvez esse seja nosso lema. Porque a gente tem tantos motivos pra se gostar, e tantos pra se retrair. Como cargas elétricas que vivem se eletrizando, um dia positivo, noutro negativo. E quando nos ocorrem essas repulsões rotineiras, nossos dias de calamidade, é quando o corpo clama teu nome mais alto, quase sem voz, de tanto te chamar. E mesmo depois de tudo, de cada minúcia mal interpretada, erros corriqueiros, e desentendimentos, a gente se gosta cada dia mais. Através das frases de amor intercaladas em discussões, flor que brota e noutro dia já murcha, primavera vislumbrante que nasce aqui dentro, seguidas de uma tempestade. Barra tudo, se prende ao passado, penetra nas lembranças e novamente entra em calamidade. Não adianta recapitular, retroceder, voltar no tempo se não há mais como ajustar o passado. Eu, que demais penso no futuro, com você, com nossos planos, com essas esperanças de menina que sonha alto e competência de mulher que tem muito sangue pra jorrar pelas veias e cumprir com tudo o que disse. Te quero, e faço valer minha palavra, cedo, tarde, tanto faz, sempre quero. Raiva e frustração da nossa parte, orgulho, deixo tudo de lado por você, jogo pro alto o que for, mas preciso de você aqui comigo. Sentimento exacerbado, coração palpitante, e tua falta novamente volta a atormentar. E é nessas horas, que o celular toca, o pedido de desculpas, a saudade descoberta e novamente se inicia o ciclo. Onde eu sou a sonhadora, e você a personificação das minhas maiores utopias, piso em nuvens pensando em você, estado de benevôlência, rindo sozinha, e de repente, o mundo encantado volta a me apresentar novos sabores, novas cores, novos sentimentos que eu nem sabia que ainda era possíveis de restituir aqui dentro. Vem cá e me diz, qual sua fórmula pra tamanha mágia?

2 comentários:

  1. É tão bom quando alguém nos encanta assim...belo texto e, nossa, tb estava com saudades de vir aqui moça! bjsss

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  2. Lindo texto, guria. Eu é que ando precisando me ressarcir com esse sentimento tão nobre!
    Um beijão

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