19/04/2011

Inefavelmente



De início, se mostrava como uma menina graciosa, curvas sinuosas, de beleza explêndida que cativava a todos que estavam a seu redor. Uma sublime calmaria na fala, sorriso nos lábios, típico de menina que ver florescer o amor dentro de si, renovada, vontade pueril de arriscar contra mar aberto desde que esteja ao lado do amado, correr o risco do mundo afora com uma companhia tão inefável. Encantadora, vislumbrante, almeijada pelas demais, arriscava em desabafar suas histórias de amor tão bem resolvidas, casos impossíveis que se tornaram agora reminiscências que lhe vem na memória. Profanando afora, trechos das impecáveis histórias que tanto tem vivido. Foi aí, que em uma das alvoradas que ali a pouco lhe apareceriam, houve uma sucessão de fatos do rapaz que a amara que não lhe era comum, o cessamento do rapaz em todo aquelo amor que concebia a tão formosa mulher, sem nenhum motivo aparente, pouca explicação. A moça, que já era bastante entendida do assunto, resolveu deixar o homem resolver a situação, inebriando-se por dentro, se corroendo, mas não deixando transparecer a tamanha falta que o tal moço lhe fazia. Chegou até a se entreter com novas coisas, mudar uns rumos, refazer a vida. Mas quando enfim, consegue o tirar da memória, ele sonda sua vida e cruza seu caminho mais uma vez. Feitiço, pó de pirimpimpim, despertando sentimentos confusos na moça, que a pouco não conseguiu se conter e voltou aos braços do homem, apesar da impertinência que lhe tinha tomado conta, tempos atrás. E sempre voltava, se entregava a esse amor capaz de molestar qualquer outro brilho que ousasse aparecer, pra mais tarde cair no naufrágio novamente, consequencia da inquietude que tinha, da coragem impetuosa que adiquiria ao lado do moço em que horas lhe almeijava e horas se retraía.Foi aí que no auge de sua decepção, que alguém lhe perguntou se a esperança era chave pra garantir o sucesso, assegurar-lhe o que era almeijado, se quem acredita sempre alcança. E foi com seus pensamentos prendados nesse dilema que respondeu que não, mas que também procurava crer nisso, por questão de equilíbrio, de alguma fé que insiste em aparecer no fundo dos poços, que de vez em quando lhe aparecem pelo caminho.

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