09/05/2011

Guerrilha sem fim



Como seria bom se pudéssemos ter um tipo de alerta precipitada, que barre o sentimento quando ele insiste em se difamar pelo coração, entupir as veias, dotado de amor. Um aviso quando as coisas tenderem a se tornar ainda mais difíceis, as oportunidades irem se extinguindo aos poucos e a horta que a gente cultivava com tanto amor, mais tarde apenas se tornassem utopias, impregnadas pelas pestes que dali a pouco começarão a surgir. A gente realmente nunca sabe até onde as coisas podem fluir, se tendem a piorar, melhorar ou se tornarem constantes, seguidas de forma linear. Dos distintos ponto de vistas, uma coisa é certa: Manter as bases seguras nem sempre é o que acontece, o que constrói o semblante do quadro incessante a que somos submetidos em relação a tudo. A coisa mais certa é que tudo o que realmente é nosso nunca se vai para sempre. Mas como saber que coisas são realmente cabíveis a nós, ou quando tempo é necessário esperar? Na dúvida entre esperar ou esquecer e fico sempre aqui, a mercê de coisas dignas a mim que nunca me vêm. Coisas essas que se difamam por ares que me circundam, vão em busca de novos horizontes, dizendo-se apenas de passagem. O problema é quando essas coisas efêmeras que nos aparecem, insistem em ficar. A pessoa se vai e o sentimento permanece, dilacerando no peito. A oportunidade de longe grita o adeus, e ficamos com o gosto amargo do que foi tê-la por perto e deixá-la escapar pelas nossas mãos. E quantos dias são necessários pra esmorecer essas picuinhas que são auges da minha caixinha de recordações? E essa minha angústia de ter aberto alas pra o sentimento penetrar tão profundo ao ponto de rasgar o peito. Bom seria, se a cautela me avistasse, o cupido, a oportunidade, ou qualquer flecha certeira me atingisse e me conferisse dias melhores. Mas que antes disso tudo, os sentimentos aqui de dentro fossem bloqueados, que o mundo lá fora acompanhe o ritmo acelerado que possuo, de me deixar atropelar por essa guerrilha sem fim que possuo aqui dentro, das gritarias que meu silêncio já cansou de carregar.

3 comentários:

  1. Anônimo10.5.11

    me vi em cada palavra amiga, mt bom

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  2. ''A coisa mais certa é que tudo o que realmente é nosso nunca se vai para sempre.''
    Com certeza. E bom seria mesmo que nos fosse avisado antes, mas como isso não é possível, acho que nos resta a análise dos atos e fatos antes de qualquer entrega/ilusão, embora isso seja difícil.
    Ótimo texto, me identifiquei bastante.:)
    Beijos!

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  3. O caminho pra recuperação é sempre a consciência. Não te dou uma data, mas um dia acaba.

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