10/06/2011

Aos olhares des(atentos)


Nem tudo sai como a gente quer. Às vezes, a vida te apresenta a um punhado de poços, de momentos tristes, fatigada por um destino tedioso, em calamidades, que cada vez mais preza por mudanças. A questão, é que diferente de como eu pensava, as mudanças não são tão efêmeras, os novos ventos nem sempre sopram ao seu favor, a melodia nem sempre te agrada. Como correnteza de forças insuficientes pra empurrar o barquinho, prestes a afundar. A vida de dá um pedaço de madeira pra se equilibrar, algumas fatias de um pão, mais esfarelado que compacto, que é pra ver se você é capaz de abraçar essas oportunidades. Que apesar da minuciosidade, é elo, ponte fundamental, um pé a frente pra um dia chegar a mudar grandes coisas, dentro, fora, tanto faz. E você aprende, que nem tudo é como você quer. Que as vezes a esperança acaba, o chão já não é capaz de te sustentar, balança as estruturas, dilacera o peito. Sentimento de desnorteamento e descompasso que atrela à alma. Só depois de um tempo, você percebe as oportunidades que perdeu, que de pouco ofusco, mal chegava a clamar por atenção, resguardada, incapaz de atiçar um olhar desatento. Você percebe que tem que mudar se quiser algumas coisas de volta. Tem que deixar o orgulho de lado, mostrar o sentimento que tem dentro de si que é pra ver se o destino volta a te englobar e atrelar no de outro alguém. E olhe que eu nunca mais disse que te precisava como antes. Hoje, eu sou capaz de te aceitar assim, meio confuso das coisas, querendo e não deixando penetrar. Mas vejo que no papel semelhante ao teu, a gente volta a restituir o encantamento que cerca e cabe somente a nós dois, que sabemos que existe, mas que não deixamos notar, nem atentar, aos desatentos.

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