05/09/2011

Seguir



Porque apesar dos fracassos que a vida nos concede, dos momentos ruins que são impregnados na memória, das barreiras cotidianas que temos que enfrentar, ela continua na sua humilde vontade de querer mais, exterminar barreiras e conseguir as almeijadas vitórias. Já cansou sim, já quebrou a cara e desistiu de muita coisa. Já demoliu e construiu de volta sonhos, utopias berçarias e já mergulhou nos destroços de sua própria construção, inacabada, irregular. Achou novos elos, fez novas ligações, novos contatos adicionados. Na sua wish list já mudou muitas vezes as prioridades de cada coisa, e restituiu até sua própria vida. Já sobreviveu ao caminho de volta pra casa, se aventurou e percebeu que os vislumbres futuros não tinham nenhuma garantia. Soube recomeçar, soube aprender com cada passo errado, apesar de nem sempre o destino lhe remunerar da forma que merecia. Já desfrutou das impiedosas tentativas, chorou e não soube o que fazer, em que se sustentar. Percebeu que depois de tantas quedas e cicatrizes que a vida lhe deu, só quer seguir em frente. Dia desses olhando as caixinhas de cartas, os desenhos infantis, aquele aroma de sucesso que deixava pairando em cada uma dessas suas cartinhas voltou a restituir a vida que não mais o conhecia. Percebeu que andava muito distante das trilhagens que antes almeijava, não por falta de coragem de restituir os velhos sonhos porque tantas vezes já o fez e voltou atrás; muito menos por falta de esforço já que possui uma persistência berçaria. Mas por algum tipo de falta de capacidade que lhe foi impregnada, na veia, pulsante, marcada. Mas mesmo assim ela segue, não sabe se em frente já que qualquer caminho parece retroage, mas tem esperanças de melhoras e continua, com poucos, por poucos e apesar de outros.

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