25/12/2011

De dentro

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Entre viver de uma ilusão e uma realidade pacata que acomoda, ela se encontra em cima do muro. Quer abandonar aquilo que lhe ofusca os olhos, mas ao mesmo tempo, se vê a mercê da necessidade de lhe querer toda hora. Se engana tentando gostar daquilo que é próximo, palpável, como menina que desiste de sonhos, pra viver uma realidade pois é isso que possui. Ao mesmo tempo que sabe que não perde tempo com aquilo que pode não acontecer, sabe que perde tempo também por se enganar, ficando com o que não quer, na medida que faz essas suas escolhas erradas. Sabe do que quer, mas se engana, finge que não quer. Depois, volta atrás, rebuscando tudo aquilo que deixou e percebe que não esqueceu. Forte dilema, longa história. Ela sabe que pode nunca dá certo, que pode nunca nem chegar a tocar, nem usufruir de verdade, mas ela sente que aquilo lhe é o certo, no fundo, mesmo que não assuma. Finge que esqueceu, e fala baixinho sobre o assunto, não conversa abertamente sobre, mas guarda uma roupa no fundo do armário pra usar quando tiver o primeiro encontro com ele. Se prepara por dentro, e quando ele liga, não atende, só pra fingir que superou. Na verdade, ama cada dia mais, quer, mas sabe que ele lhe faz mal. Um dia aprende menina, ou esquece, dá a volta por cima! Quer o que faz feliz, e ao mesmo tempo lhe faz muito mal. Quer porque gosta, porque não consegue esquecer, porque sabe que se apaixonou tanto pelas qualidades quanto pelos defeitos. Pede pra ele mudar, que lhe trate diferente, e apesar dele mesmo não aceitar, ela gosta dele mesmo assim. Com tudo, com todas as qualidades e defeitos. O manda ir embora, lhe esquecer, pois sabe que por perto não irá conseguir pensar em mais nada. Mas ela quer ele, só não sabe o que fazer. Ela te ama, e sabes que tu também a ama, mas nenhum sabe lidar com a situação. E enquanto isso, essa perca de tempo constante, onde poderíam dá certo, mas a ocasião nunca é favorável, e assim vão, vem, brigam, choram, se reconciliam, dentre esse dilema constante, de amar, mas não saber o que fazer com o sentimento.

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