22/01/2012

Do verão, pras demais estações




Como destino, sina, ou coisas do âmbito, mas certas coisas começam a acontecer quando a gente está cansada demais pra pensar no assunto. As melhores oportunidades surgem quando já não ligamos nem se o resto do dia terminará bem, se ainda tem café pra ser tomado, ou quando a gente já tá muito cansado de sofrer pelo amor errado. Pode nem ser o certo, mas que uma boa companhia já se torna. Alguém que a gente conhece assim, em um lugar incomum, isolado do mundo, alternativo e desconhecido, recém-descoberto. Era verão, praia, sol, férias e por que não jogar tudo pro ar? Eu, você, o mar, a praia e todas as novas emoções ali, beirando-nos e nos cercando, implorando pra serem desvendadas. Eu, que demasiadamente queria saber do daqui pra frente, e você, que só queria curtir a vida depois de alguns relacionamentos indesejáveis. Mas dois caminhos que se cruzaram, ao acaso. A duo, sem planejamento, sem restrições. Apenas curtir aquilo que nos era cabível. E assim foi feito. Dentre o pôr do sol que descobri ao seu lado, e aquele beijo em pleno dia, quase noite. E depois, quem sabe, ver as estrelas, andar de buggy com o amigo do irmão de seila quem que algum de nós conhecia. Não importa. Colocar aquele cd antigo do summer eletrohits e sair por aí, de bem com a vida. Aliás, que dia é mesmo amanhã? Pouco importa, se cá estamos, a dois. Era fácil te admirar correndo atrás de mim, ou com a cara de preocupado enquanto eu fingia me afogar. Você sabe que não sei nadar, mas sabe também da minha consciência sã de que não posso ir muito além dos que os outros estão. Eu gostava também quando queria comer alguma coisa tarde da noite e você fazia questão de ir atrás disso comigo, até encontrar. Gostava quando você pegava no meu cabelo, tilitando todo aquele ar de paixão de verão que eu sempre via em filmes, e cá estava, não sabendo se era sonho ou realidade. E dali a gente se conheceu tão bem, mas não tardou pra termos que voltar pra cidade, urbanização e talvez até, civilização. Dois caminhos completamente diferentes vi que somos, e nada mais soube de você. Até que por acaso, te encontro assim, em um outro lugar alternativo, talvez quem sabe, procurando alguma distração pra não ter que aguentar aquele típico sábado entediado em frente a tv. E olha só quantas recordações boas guardamos um do outro mesmo depois de tanto tempo. Inventamos desculpas idiotas pra ficarmos cada vez mais próximos, destas, que nem posso listar porque se não me entregarei demais. Descobri teus planos, teus joguinhos e pude entrar nessa tua roda gigante, que nunca cessa, sempre corre atrás e nunca se satisfaz. Mas eu não estou ligando muito pra isso, já te falei dos meus planos e mesmo assim, você pareceu tentar entrar na minha vida. Areias, como histórias, ficaram enterradas pra serem reveladas no momento presente, a dois, mais uma vez. Uma história, onde céu e terra de confundem quando estamos lado a lado, estremecem. E assim caminhamos, na areia, no mar, na cidade, com sol, amanhã ou depois, quem sabe, cá estamos assim, confundido os sentidos, caminhando errado, mas juntos, atravessando as estações.

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