05/02/2012

Pra colher depois





Talvez nessa minha nova condição de integridade, colada no peito e que nunca mais desgrudou, feito tatuagem, impregnada na alma,seja o motivo da minha falta de continuidade, de ser tocável por aquelas andorinhas falantes e borboletas no estômago. Mas do que vale a imunidade sobre os sentimentos, onde muitos falam que não sentir nada é melhor do que sentir de modo errado? discordo em parte. Eu, que na minha condição de jamais-cética de antigamente, nunca iria me imaginar em uma circunstância parecida, agora tenho que me adaptar (se é que já não estou) a essa realidade onde outras circunstâncias me parecem mais necessárias. Como kit de viagem com desconto, rumo ao meu futuro, no momento de decisões mais essenciais. Momento de escolher o real rumo da vida, é meio difícil a gente ficar pensando nessas demais coisinhas sobre relacionamentos, e se importar se ele veio falar com você ou não, se ele te olhou quando tava passando por ti rumo a quadra pra jogar um fut com os amigos ou algo do tipo. Quando a gente vai crescendo, essas minuciosidades deixam de ser prato principal, das demais, e tantas infinidades de coisas mais importantes que temos pra notar, ou anotar, no meu caso. Meu romantismo exacerbado, acelerado, palpitante, cedeu lugar ao ceticismo incalculado, longíquo. Mas que complexa eu sou, se um dia preciso de carinho, noutro me considero, assim tão bem, mulher com rectidão e capacidade de seguir em frente, com ou sem alguém. E embora eu tente me conceituar, como uma coisa ou outra, filo, reino, espécie, família, ordem, classe, nada adianta, se nenhuma das modalidades se enquadra na extensão que são os princípios de uma mulher. Ou quase uma mulher. Digamos que seja uma transição dos meus 16, quase 17. Do meu terceiro ano, do último ano. E hoje parei pra pensar do quanto minha vida vai mudar depois desse ano, do quanto eu vou chorar quando for o último dia de aula, e do ano, que embora seja o mais corrido e que a gente tem que estudar mais, é o que a gente vai mais aproveitar. Porque tudo que é feito em pequena dose, se tem mais valor, e assim, cada festa, ou churrasco de vestibular, nosso, daqui pro final do ano, vai ser mais valorizado. Eu espero, que eu aprenda muito nessa nova trajetória, que os planos se concretizem, e que sejamos os verdadeiros ''brilhantes de amanhã'' como dizia o Professor Marcílio. Com direito a nome na placa, e painel na praça de alimentação, passando nos respectivos cursos que queremos e que jamais, mesmo depois desse ano, a gente nunca esqueça das amizades do colegial, e o quanto aprendemos, construirmos, nos ajudamos, uns com os outros, cada um com um tijolo, até formarmos o que daqui a pouco, estará se concretizando: Os nossos sonhos. E isso sim, vale a pena planejar agora.

2 comentários:

  1. adorei :D você escreve mega bem mari. Beijão

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  2. Como é bom chegar a estas reflexões, não?! Lembranças e vivências que ficam sempre!

    Coisa boa tb é te encontrar denovo aqui, moça!
    Voltarei a visitar tuas palavras! bjsss

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