29/07/2012

Livre arbítrio


Não sei o que é pior, raiva ou tristeza. As vezes a gente se depara com situações que não tem jeito, o desfecho é um dos dois. Ou você se decepciona muito com alguém que nunca pensaria que pudesse agir com aquela conduta e fica com raiva, ou triste por não tê-la deixado fazer ''o que queria''. Hoje foi um dia diferente sabe, tirei o dia pra fazer coisas realmente importantes pelos outros, por uma gincana que ajuda crianças carentes. Fui as ruas, fiquei no sinal, perdi todo o meu medo de falar com os outros, pedi grana pelos outros, a procura de juntar dinheiro pra compra de cestas básicas. Já queria ter passado por uma experiência como essa antes, mas não tinha dado certo, portanto, essa foi a primeira vez. E posso dizer que, além de perder minha vergonha de falar com desconhecidos, de me expressar - dizer porque eu estava ali no sol quente de Teresina, em pleno meio dia - aprendi também a importância da solidariedade com os outros. A questão é que além disso tudo, eu também aprendi um pouco sobre o livre arbítrio das pessoas sabe. Tem gente que me dava uma nota preta, tinha gente que me dava moedinhas contadas, tinham criancinhas que me ajudavam, adultos que viravam a cara. Tanta coisa. Até vale transporte eu recebi (não me perguntem porque). Ouvi conversa de motorista de caminhão, dei informações de localização e tudo mais. A questão é que pude entrar em contato com tanta gente, que me ajudou a pensar mais na liberdade de cada um de poder escolher o que quer doar, e assim, exacerbar a solidariedade que tinha (ou não) com os demais. Logo depois, me deparei com uma situação em que, como eu falei, ou eu ficava com raiva ou triste. E sabe, não soube respeitar a liberdade dos outros de escolher o que querem, embora tenha feito isso durante todo o dia, na rua. Fui lavar louça, e acabei descobrindo que isso é um ótimo jeito de relaxar, de ter tempo pra ficar consigo mesma, pensando na vida e ao mesmo tempo fazendo algo útil. Foi aí que comecei a pensar sobre toda essa liberdade, experiências e vivacidades que agora tenho muito mais armazenada, como memória ram que acaba de crescer. Sei que parece difícil, mas as vezes, é importante deixar com que os outros escolham o que eles querem, o que eles acham que é certo. A gente tem que aprender a respeitar isso. Não adianta impor nos outros atitudes que não os satisfazem. As pessoas devem agir com amor, com consciência e por livre arbítrio. Viver livre dessa impunidade nos deixa mais livres pra também poder decidir o que queremos, sem necessariamente estarmos obrigados.

P.s: Publiquei esse texto porque estou com peso na consciência. Mas acho muito provável que um dia ele seja usado contra mim, quando eu não conseguir mais não externar o que eu sinto e poder, consequentemente, influenciar as decisões alheias.

Um comentário:

  1. Gordo30.7.12

    relaxa linda, nao externar o que sente eh algo muito dificil, e ninguem obriga ninguem a nada, no final das contas, a gnt acaba fazendo o que acha certo
    bjao do gordo ;*

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